24.4.11

penso que algumas das minhas ações de agora não mudarão minhas perspectivas futuras de como poderá ser o outro dia. Assim, creio que a prioridade é desvencilhar-me desse ambiente e tempo inerte em que estou para sair do ciclo vicioso em que estou estagnada. Só assim minhas ações serão tansformadas e refletirão em algo mais satisfatóriamente ativo e concreto.
(as coisas me vem na ponta da língua, caem no teclado. Eu escrevo sem nem saber, de fato, o que quero dizer. Nem entendi nada disso)
- enquanto não compreendo nada do que se passa em mim, vou dormir. Quem sabe acordo menos doida amanhã.
Os meus sonhos me fazem despertar, minhas palavras emudecem minha alma, meus desejos me tiram as vontades, minha fome some com o meu apetite.
Os dessabores de renascer são infinitos, no entanto nenhuma verdade é maior que dizer que qualquer sentimento de horror, terror ou medo é mais venenoso que o simples não se importar. 

Não se importar é matar até sua alma ser indivisível, a indiferença sangra calada até a última gota, corta profundamente sem te fazer sentir. Ela é anestésica, enquanto corta profundo, tira seu ar, leva embora seu juízo.

É por ter estado totalmente afogado em anestesia é que quando renasce..
 Quando renasce, é forte, belo, é incrível, indescritível e nada é real, não há como acreditar, aí a loucura que te invade é imensamente absurda. Mas a verdade é que agora não há mais anestesia, e essa sim é a realidade. O custo de saber disso é alto, mas não impagável, impagável é acordar, olhar no espelho e ver o que e quem realmente és, o que está dentro e o que está fora, se conhecer acima de tudo. E o melhor, ver com detalhe os defeitos, e mesmo assim saber que eles a fazem brilhar os olhos e possivelmente fará outros olhos brilharem também. 

A felicidade é isso, se apaixonar, perdida loucamente, por si. Todos os dias. e aí acreditar que é capaz de tudo.