- Esse sentimento de dor que vem de dentro da alma, aperta o coração, deixa a tristeza e a angústia tomarem conta. Dói dos meus fios de cabelo aos dedos dos pés, se espalha com o sangue no meu corpo.
O mais terrível e infernalmente insuportável é ter que sorrir. Sorrir não faz mais parte de mim, não é mais um direito meu. Quero morrer para não mais precisar sorrir.
Só uma coisa no mundo afastaria esse peso de mim, mas nunca irei alcançá-la. Portanto devia morrer de uma vez ao invéz de viver pelas beiradas, viver como um legume. É o que peço todo dia " me leve daqui, eu não posso mais suportar".
- Não sei se meu mal é a inconstância, a bipolaridade, a falsidade. Mas sei que mesmo estando alegre estou triste.
Acordo todo dia pedindo para morrer, toda noite peço para não acordar.
O que se pode fazer se a única razão de ainda estar viva é a minha covardia?
O que eu mais quero é não estar viva e nada me tira esse desejo. A possibilidade do fim me fascina. O que alguém que não tem amor pode fazer aqui?
Não quero mais respirar. Não quero mais NADA. Só não existir.
O que não serve jogamos fora. E meu prazo já passou, tá na hora de o lixo ir pro lixo.
- Quando acabam as esperanças, os objetivos, o querer, a vontade é a hora de parar de bombear sangue, parar de sinterizar proteínas, hora de dar lugar a outro.
O mais difícil é ter que viver sem vida.
Não ter vida é não se importar, não querer fazer. Apatia é não ter vida e quem mata a alma não pode mais ressucitá-la e o corpo sem alma é uma maçã de plástico.
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